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Casas Bahia reestrutura áreas de crédito e cobrança PDF Imprimir
Escrito por caj   
16-abr-2009

Casas Bahia reestrutura áreas de crédito e cobrança

Apesar do movimento, empresa nega que tenha sofrido alta nos índices de inadimplência
A rede Casas Bahia reduziu de 90 para oito dias o prazo entre a falta de pagamento do carnê e a detonação do sistema de recuperação de crédito próprio da empresa. A agilização da cobrança visa, de acordo com o diretor de Crédito e Cobrança da empresa, Paulo Santos Filho, reaver rapidamente o bem caso não seja possível nenhuma renegociação da dívida.

"90% do que é possível ser colocado à venda depois de recuperado é vendido depois das reformas necessárias no produto com descontos e garantias", disse o diretor, ontem, durante o segundo Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento (CCMCC), realizado em São Paulo. Revende-se fundamentalmente eletroeletrônicos. Móveis, já que foram montados, perdem garantias e vão para reciclagens.

Ele não informou se há crescimento na inadimplência com a crise internacional que afetou o Brasil. Disse, no entanto, que as mais de 500 lojas instaladas em dez estados vendem entre 40 mil e 50 mil crediários por dia. O setor de cobrança, com 500 colaboradores, realiza 25 mil visitas por mês em uma carteira de inadimplentes, atualmente, com 724 mil contratos. A Casas Bahia informou que a inadimplência, hoje, permanece na média histórica, variando entre 8% e 10%.

Para dar mais agilidade aos serviços de concessão de crédito e de cobrança, a Casas Bahia anunciou, nesta semana, que unificou os dois departamentos. Com isso racionalizou os serviços e enxugou o quadro de funcionários. Assim, segundo Santos Filho, o departamento continua localizando a residência e a própria pessoa que deve para a rede em 99% dos casos em que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos retorna a carta de cobrança informando que não encontrou o endereço.

Estão mantidos cobradores que moram nas comunidades carentes. "Normalmente contratamos alguém da própria comunidade para trabalhar no local. Essa é a nossa realidade. Cobrar atrasos em locais de difícil acesso para tentar negociar o pagamento.

Observando as características do devedor da Casas Bahia e o próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC) brasileiro, que proíbe quaisquer constrangimentos ao devedor, o diretor de Crédito e Cobrança lembrou das formas ainda hoje utilizadas em Portugal e na Espanha com a empresa "O Cobrador do Fraque". Conhecida na Espanha como "El Cobrador Del Frac", a agência de cobrança utiliza homens com pasta na mão, cartola e sapatos de verniz que literalmente perseguem os devedores por todos os lugares que frequentam para lembrá-los das contas que têm a pagar. Com o método, segundo essas empresas, 70% das dívidas são quitadas.

 
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